domingo, 13 de fevereiro de 2011

Professores públicos, filhos privados

Gostava imenso de ver publicado o rácio de filhos de professores que frequentam a escola privada onde existem ambas as ofertas. Algo me diz que ficaríamos surpreendidos com a quantidade de pais(professores) que optam pelo privado em detrimento do seu próprio local de trabalho.
É muito fácil obrigar os filhos dos outros para garantirmos o nosso emprego mas quando chega aos nossos é enviá-los para o ensino seguro, com qualidade e rigoroso.
O argumento que os ricos é que vão para a privada é uma mentira que podem repetir milhares de vezes que nunca será uma verdade. A maioria são pais de classe média que INVESTEM no futuro dos seus filhos.

1 comentário:

  1. Qual o sentido desta ideia? Qual a mais valia para o debate sobre a educação? O que tem literalmente uma coisa a ver com a outra?

    Os professores do ensino público deixam de ter o direito a optar apenas pelo facto de o serem? E no caso de optarem pelo ensino privado, não o pagam como todos os outros cidadãos que têm os seus filhos nas mesmas condições? (Não são, como diz SUMI, da classe média?)

    Uma coisa é certa: na eventualidade (remota) de o ensino passar a ser totalmente privatizado e partindo do pressuposto que a escolaridade obrigatória se manterá até ao 12º ano (18 anos de idade), a necessidade de professores deverá ser, mais coisa menos coisa, a mesma. Só mudará a forma de contratação de professores.

    O que era interessante saber é quem formula o argumento de que apenas os ricos é que vão para a privada.
    Porque seria também esclarecedor se as escolas particulares publicassem o número absoluto de alunos com escalão A ou B de ASE e a sua percentagem na escola para depois se confrontar esses números com os da escola pública.
    Podiamos entender quais os constrangimentos que alguns alunos têm para entrar em determinadas escolas.
    (Já sei que me vão dizer que as escolas privadas poderão sempre optar por não receber alunos que não queiram, desde que prescindam de qualquer comparticipação estatal).

    Deixe lá os professores em paz - para já. Ou não misture os assuntos.
    O que quererá dizer "É muito fácil obrigar os filhos dos outros para garantirmos o nosso emprego"? Foi alguma avaliação fundamentada sobre a qualidade dos professores em questão e a relação com a necessidade de manutenção do emprego?
    Ou uma avaliação sobre a segurança, a qualidade e o rigor das escolas?

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