No Encontro FLE "Que Serviço Público de Educação queremos para Portugal?" desta manhã, na Gulbenkian, tanto Marçal Grilo como Júlio Pedrosa coincidiram na afirmação de que basta de grandes reformas, de que a Educação não necessita, defendendo alternativa uma política de melhoria contínua nos limites do enquadramento legal vigente.
Mesmo dando de barato que de seguida convergem, por exemplo, na defesa entusiasmada da autonomia das escolas - uma reforma há muito esperada, mas sempre adiada - eu pergunto:afinal qual foi a última "grande reforma" da Educação em Portugal?
Eu não me lembro de nenhuma. Talvez por falta de memória, ou manifesta má-vontade, recordo muita legislação aprovada, mas tudo visto e ponderado, não passam de remendos num sistema de ensino gasto que mais parece uma manta de retalhos. Agora "grandes reformas", que ponham em causa o paradigma educativo que nos rege quase desde o 25 de Abril, dessas não me lembro.
De resto, com todas as mudanças por que o mundo e a sociedade passaram nas últimas duas décadas e meia, com a fúria legislativa que grassa neste país e, em particular, no ME, como se pode compreender que ainda esteja em vigor uma Lei de Bases do Sistema de Ensino aprovada em 1986?
De facto, na Educação verdadeiramente actual tem sido o velho ditado, segundo o qual, é preciso que alguma coisa mude, para que tudo fique na mesma...
Sem comentários:
Enviar um comentário