Embora considere inestimável a riqueza que este Encontro da FLE trouxe para o debate da educação - oxalá o ME tenha prestado atenção - existem 2 pontos com os quais não concordo.
O primeiro ponto é pela forma como eu vejo a democracia e a gestão que os governos devem fazer dos impostos de todos. Não considero que Portugal tenha condições para fornecer nada gratuitamente. Apenas o veria como possível se fossemos absolutamente perfeitos na execução dos objectivos propostos e com um rigor económico extraordinário. Acresce ainda a essa condição a capacidade económica e de justiça para todos os contribuintes de haver um limite máximo até onde não seria possível continuar a exigir a todos o beneficio de apenas alguns.
Deste modo julgo que a educação deveria ser paga parcialmente por quem dela usufrui tal como temos de pagar pela saúde, justiça e demais serviços elementares. Quem tem meios para poder contribuir deverá fazê-lo e quem não tem deverá ser apoiado.
Relativamente à proibição de obtenção de lucros concordo que a componente suportada pelos impostos tenha essa permissa mas julgo que excluir qualquer estabelecimento que cumpra com os requisitos minimos mas que pretenda adicionalmente que quem frequente o seu estabelecimento tenha acesso a outras actividades que exigissem dos seus alunos um esforço financeiro acrescido não fossem impossibilitados de incluir os seus alunos no mesmo direito universal à educação. Deste modo, os pais poderiam optar se queriam proporcionar aos seus filhos algo mais sem ter de retirá-los do ambiente escolar para esse efeito.
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