O Fórum para a Liberdade de Educação (FLE) está de parabéns! Foi responsável pela organização de um seminário, ontem, na Fundação Calouste Gulbenkian, com a participação de três ex-Ministros da Educação, Eduardo Marçal Grilo, Júlio Pedrosa e Roberto Carneiro, com o tema “Que serviço público de educação queremos para Portugal?”.
O feito é digno de destaque pelo que proporciona de reflexão e debate de pessoas aturadas e com experiência concreta na temática. Para quem lá esteve o debate foi interessante, mas aqueceu pouco. Paradoxalmente todos aceitam que o estado de arte não é o melhor, mas ninguém arrisca uma reforma profunda no sistema. Têm preferência por um discurso positivo capaz de destacar os feitos que já alcançamos nas últimas décadas (com destaque para o atraso estrutural com que Portugal parte quando comparado com outros países), seja por uma objecção a (mais) reformas profundas, seja por um défice de aproveitamento daquilo que a legislação actual já permite, seja por conhecerem os bloqueios e limitações do “sistema”, seja por, acrescentaria eu, colocarem a sua governação em xeque se agora defendessem as reformas que não implementaram.
Ainda assim tirei uma importante conclusão, que me permito, de forma modesta, deixar para o FLE. Com a nossa rapaziada (epíteto atribuído no seminário) não é possível fazer uma reforma de 180o, entre sindicatos e (partidos) políticos qualquer ímpeto reformista esvai-se em demagogia e interesses instalados. Conservadorismo? Não. Pragmatismo! Se é tão fácil estar de acordo, o primeiro passo é trazer a sociedade civil para este fórum através dos meios que já estão à mão. Discurso terra a terra. Propostas possíveis e imediatas!
Sem comentários:
Enviar um comentário