domingo, 30 de outubro de 2011

Entrevista do Público com Nuno Crato

Em entrevista ao PÚBLICO, que será publicada amanhã, segunda-feira, o MEC, Nuno Crato, revela que as duas medidas principais que estão a ser estudadas, no âmbito da reforma curricular do ensino básico e secundário, são a supressão da disciplina de Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC) no 9.º ano e a divisão de Educação Visual e Tecnológica em duas componentes separadas no 2.º ciclo.

Pergunto eu: Porque foi contra o fim do par pedagógico de EVT há menos de seis meses? O que o fez mudar de ideias?
O MEC é responsável por os sacrifícios na Educação serem brutais a partir de 2012. Se não tivesse impedido a concretização de algumas medidas que agora vai ser obrigado a tomar, os esforço estaria a ser já efectuado em 2011/2012, permitindo um ajustamento mais suave e igualmente eficaz. Ainda o vamos ver a concretizar todas as medidas propostas pelo anterior governo como a fusão de agrupamentos, o encerramento de escolas (consta que não são apenas as com menos de 21 alunos), além do proposto para EVT.
Era bom que explicasse a decisão de aumentar o valor atribuído por turma nos contratos de associação e a contextualizasse no âmbito das restrições que impõe ao ensino público.

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Mudanças a caminho?

http://noticias.sapo.pt/nacional/artigo/pais-vao-poder-escolher-a-escola-basica-dos-filhos-em-2012_1357.html#page=17

Em teoria parece ser uma boa solução. Vamos ver como sai a regulamentação e depois a prática.
É que tal como o modelo de avaliação dos professores, chegou-se a um acordo, mas, a partir daí, nada mais se sabe. Porque será?

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

As suas escolhas (FVS in CM)

Caro leitor, permita-me que lhe pergunte: esta manhã, foi sua a escolha da roupa que traz vestida? E o pequeno-almoço – leite, chá ou café, torradas ou pão fresco – foi decisão sua? E o meio de transporte que o trouxe ao trabalho, foi você que escolheu? Até o jornal – vejo que optou pelo ‘CM’ – a escolha foi sua, não?

E se lhe perguntar sobre escolhas mais determinantes. Por exemplo, a escolha do carro, foi sua? Provavelmente pediu referências, não? Consultou os catálogos, comparou preços, discutiu o assunto em família, chegaram a um consenso, mas a escolha foi sua, correcto? E a casa? Não sei se gosta da sua casa, se é grande ou pequena, se está a precisar de obras, se a vizinhança é barulhenta, de facto, nem sequer sei onde mora, mas aposto que foi você que escolheu a sua casa, ou estou enganado?
E já agora, a escola, foi você que escolheu a escola dos seus filhos? Não?! Não acha estranho? Escolhemos mala e sapatos a condizer, escolhemos o quiosque onde compramos o jornal, escolhemos o carro e a casa, mas a escola, há outros que escolhem por nós. Porque será?

Francisco Vieira e Sousa, in Correio da Manhã