O Estado, nas diferentes entidades governamentais e de poder local tem o poder de intervir na educação/escola.
Utiliza-o a promover o direito à igualdade de oportunidades, de conhecimento e de integração.
Bem ou mal é para isto que serve.
O Estado diz também o seguinte:
"Para todos os cidadãos que pretendam exercer o seu direito de liberdade de escolha e que optem por serem eles próprios a determinar o tipo de ensino/escola que desejam para os seus filhos o Estado retirará todo e qualquer apoio, demitindo-se da sua obrigação de igualdade entre cidadãos." - Simplificando a questão é este o facto!
Muito bem, então se é assim... vamos então tentar ver outras componentes que não fazem parte do tal "direito/obrigação" do ensino público como por exemplo: Alimentação, Estudo Acompanhado e Desporto Escolar, etc...
Que tipo de apoios/custos temos nós todos, por força dos nossos impostos, de suportar para apoiar estes adicionais/complementos que a escola pública aufere sejam eles oriundos de Camaras Municipais, Ministérios da Segurança Social, Educação ou Administração Interna?
Já que consideram que um aluno da escola privada não tem os mesmos direitos da escola pública em termos de ensino então que não os prejudiquem também nos restantes serviços que o Estado entende prestar nas escolas.
O post contém um texto entre aspas, cujo autor do post indica como sendo uma afirmação do Estado. Sendo o Estado uma entidade abstracta, era bom que fosse referido a publicação ou o local em concreto, onde tal afirmação foi produzida e quem o fez.
ResponderEliminarA afirmação que "o Estado retirará todo e qualquer apoio, demitindo-se da sua obrigação de igualdade entre cidadãos" não é de todo correcta e manifesta desconhecimento.
Afirmações categóricas sem contextualização ou argumentos que as suportem são apenas estados de alma e todos tem direito aos seus.
O que merece ser comentado vem a seguir. A questão a colocar, em discussão mais ideológica do que técnica, é se a escola deve servir de instrumento para suprir lacunas que a sociedade apresenta, nomeadamente ao nível da alimentação de crianças, do acompanhamento no estudo dos alunos, da possibilidade de prática desportiva por parte das crianças e jovens, entre outras questões com igual ou maior importância como a segurança. E aí estaremos a discutir o modelo de sociedade que queremos construir.
Se consideras a afirmação falsa - escondendo-te por detrás de uma míseras aspas - diz então onde está a falsidade?
ResponderEliminarEu próprio, antevendo esse comentário sem conteúdo, acrescentei que era uma simplificação.
A veracidade vem da minha situação de cidadão e pai de crianças em idade escolar. É uma mera constatação.
Só mais uma coisa... a truncagem de afirmações para retirar uma parte descontextualizando o significado é uma táctica que diz muito sobre quem a usa.
Insultos à parte...a começar e a terminar
ResponderEliminarResponde à primeira questão colocada: qual é a publicação ou o local em concreto, onde tal afirmação foi produzida e quem o fez.
Não considerei nenhuma informação falsa, apenas incorrecta e reveladora de desconhecimento. De qualquer modo, solicitei a concretização das afirmações já que pode haver informação que naturalmente desconheço e que pode (deve) ser pertinente.
A dita simplificação ("Simplificando a questão é este o facto!") é um sinal do mais perfeito eduquês, ou seja, vazio de conteúdo ou sentido.
Como escrevi anteriormente, não vale a pena discutir estados de alma. Cada um tem direito aos seus.
PS: Tentei perceber os insultos, mas certamente por dificuldades de compreensão da minha parte não consegui perceber a sua razão.
Assim nem vale a pena. Continuas a discutir a forma e não o conteúdo.
ResponderEliminarO autor da afirmação sou eu próprio. Este blog não permite dar ênfase às frases e eu pretendia destacar a afirmação. Queres discutir gramática ou educação?
Se é para responderes com decretos e outros formalismos avisa-me já porque eu recuso discutir Ideias tendo por base regras que mudam tão depressa como a conveniência.
Se te insultei foi sem intenção, florzinha. :)
Okay. Então a questão pode ser a que coloquei no comentário: deve a escola servir de instrumento para suprir lacunas que a sociedade apresenta, nomeadamente ao nível da alimentação de crianças, do acompanhamento no estudo dos alunos, da possibilidade de prática desportiva por parte das crianças e jovens, entre outras questões com igual ou maior importância como a segurança.
ResponderEliminarOu pode ser outra: tem o Estado o dever de suportar os custos do tipo de educação que eu pretendo dar aos meus filhos em nome da minha liberdade de escolha, mesmo que tal facto implique o acréscimo de custos para o Estado?
Temos a perspectiva da educação como valor acrescentado para a sociedade e a perspectiva da educação para o indivíduo.
Pela boca morre o peixe...
ResponderEliminarNem de propósito, Sócrates no debate quinzenal acabou de afirmar exactamente o que a frase da minha autoria diz.
É a resposta a Francisco Louça, sobre os contratos associação, cerca das 11:20(1 hora e 20 do debate).